É necessário sentir calado, desta forma o sentimento penetra mais.
Além do corpo a corpo, há uma conexão anormal.
O silêncio chega a doer os ouvidos, mas há algo a mais.
Quando a distância vem, é preciso acompanhá-la com um tchau doloroso de quem quer mais.
É ai que pego o caderno e escrevo tudo que iria dizer naquela manhã e não disse, depois durmo e acordo apenas com lembranças.
Dói e satisfaz ao mesmo tempo. É um complexo com lamento, e é sentimento de quem gosta de ter tempo.
Amar e ter corpo a corpo é sentir-se assim.



Foi a forma que encontrei de ser neurótica sem atingir tanto os demais.
É como uma tatuagem que já cicatrizou, como uma bananeira que nunca morre.
Foi a forma que encontrei de explodir meus escrúpulos.
O jeito menos doloroso de falar de dor. A maneira mais divertida de gravar lembranças.
Sei que, além de um bom amor, tenho outras coisas que não largarei jamais: uma folha de papel em branco, e uma caneta eufórica.



Passamos pela vida colecionando lugares e pessoas. Algumas permanecem sempre ao nosso lado. Alguns lugares serão sempre os mesmos. E assim a vida segue.



Quem sabe... Se fosse diferente, será que serial um tanto normal? Deparo-me com essas dúvidas e com respostas patéticas. Parece uma briga mental em que meus neurônios se dividem e lutam entre si. Sofro com essas passagens, parece uma tentativa em vão – controlar os nervos.
A chuva que tanto inspira como amedronta, para mim é uma certeza que alguém chora junto a mim, o céu. A tristeza que assola o coração de tanta gente é transmitida pelo olhar de fome, olhar de miséria. E o cenário deprimente é a única atração dramática que podemos ver sem que precisemos colar o bumbum em uma poltrona de cinema.
A pouco tempo tive uma breve crise, não sei se permaneci neste mundo real e cruel, fechei os olhos e desmaiei internamente deixando de sentir meu corpo por alguns segundos. O pesadelo chamado “catástrofe natural provocada pelos homens”, apenas começou. E isso REALMENTE me afeta, financeiramente, psicologicamente.



Eu te amo, você sabe.
Gosto de você. Gosto dos seus atos.
Tenho lembranças antigas, desculpe.
Pelo que pude perceber tudo que foi vivido antes de nós, serviu de ponte para chegarmos ao lugar certo, aqui onde estamos.




Depois de alguns duetos de carnaval eu desliguei o som. Peguei uma folha e lá no canto da cama sentei e iniciei meus últimos versos a ti. Dediquei sem saber por quê. Sei que nada tive de tão feliz nesta antiga história, restou a mim um pequeno desejo cheio de falhas. Além do mais, sei que nada lhe impediria de estar onde estar agora, com as mesmas opiniões e com os mesmos versos, são antigos e bem lembrados. Sei que posso decifrar seus sonhos atuais mesmo estando longe, porque algo em você me chamou atenção e me fez aprofundar em sua mente. Isso não foi nada de mais, eu sei, mais lembrei que nada foi em vão. Não foi um amor platônico, quer dizer, não sei se foi. Mas teve o corpo a corpo e ainda teve os versos perdidos. Te esqueci em uma pasta escondida no HD, deixei que o tempo me fizesse apagar as lembranças que ainda restam, por sorte consegui. Atropelei um pedaço de amor perdido e encontrei na estrada um amor achado, achando ser bem mais, achando ser capaz, achando ser demais, e é. É Tudo isso. É o complemento do que ainda não conheci de mim, é a passagem adiantada de páginas que não escrevi e de projetos que não tracei.
A importância destas palavras pode ser mínima pra quem lê, mais não para mim, que as escrevo com sentimento e emoção. Foi uma história que escondi, uma história que não contei e hoje esvaziei, contei pra ti. Conheço alguns passos que dou, e por alguma razão consigo reconhecer os teus. Hoje sou apenas uma, inteira. Sou assim porque encontrei companhia. O complemente, talvez, do que sempre sonhei. E não há nada nesta companhia que eu não goste demais. É isso.



semnome

As vezes é bem mais do que um simples afeto. Bem mais do que um gesto perdido.

Muito além do amor. Sentimento sem nome.

Chega e arregala os olhos de quem vê, assim como arregala os braços de quem sente.



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