Afastar-se e aproximar-se
Vontades e impossibilidades
Sonhos e muita realidade
Novamente, vontade. E possibilidade
Borboletas voando em um estômago vazio
Arrepios, romances, fetiches... E ponto.
Pessoas, sentimentos, sentidos.
Eu sei, eles não gostariam de estar no mesmo lugar.
Mas estão. Dentro de mim.
O silêncio que acalma é o mesmo que irrita
E na tentativa de salvar a hora, esqueço o relógio
Paro o tempo. Ele ta de bobeira então é meu
Provisoriamente um sorriso sairá, aqui nesse lar
Nessa noite, nesse lugar... Será apenas pra mim
No espelho vou encantar, a dupla exposição
(...)
E já sei o que acontece: Quando canto e a dor amortece, me toco e esse toque é mudo. De onde vem o som?
Sono e calma
Sentido e alma
Amor e palavra.
Deitarei, dormirei, acordarei as cinco ou seis
E sentirei o orvalho por ti, por mim.
Lembro-me bem... Você a me esperar! Sentado no banco da praça como em uma sala de estar. Chegando lá, deparo-me com um comentário de quem quer reclamar. Mas no fundo você queria dividir a ansiedade que suportou ao me esperar...
E é pra falar de amor? Então falarei do mar...
Lá, por trás daquela jangada você sorria pra mim. Me sentia e me envolvia com abraços.
E eu tentava esconder o estrago feito com a flor que tu me destes. Naquele momento a proteção estava presente, junto com o mar, com teu amor, com o céu escuro e a lua assistindo nosso encontro. Você falava fácil, olhava fácil, com aquele pensamento profundo e com aquele balançado confuso. O que me fascinava e fazia impressionar.
Das conversas que tivemos, as melhores tiveram a presença do mar. E isso me faz ter certeza que iremos nos reencontrar. Só não me peça pra dar certezas que não tenho, pois acompanho outros amores. E eles me protegerão até você chegar.