Eu, sendo minha casa, tenho meus convidados
Alguns favoritos, preferidos. Outros que só ficam na lembrança, sem deixar de significar.
Eu, sendo minha casa, com paredes que precisam ser pintadas, ilustradas.
Desenhos significativos, ativos, sem pausa.
Eu, sendo minha casa, tenho a fase de não limpá-la
De deixá-la, abandoná-la
Mas tenho tempo de cuidar dos cômodos, preencher os vazios, curar as mágoas.
Eu, sendo minha casa, não sou besta e nem nada. Assumo ser casa linda, com reboco e tinta viva.
Das feridas que se tornaram amigas, da minha vida que hoje é lar. Meu corpo, meu templo. Guardo nele conhecimento. Vida, vento.
Coleção de cimento, colo reboco sem parar.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
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O que te tráz ao atraso do nada... O que te faz ressurgir nas
claras. Vim perguntar o que acontece com essas tuas paixões, ilusões?
Porque assim, de tantos homens, com tantos nomes, mulher de aço e pulmão alado.
Exuberante em dinastia, cega em melodia, ritmada pelas azas.
Encantada pelo mar e pela rede sem peixe. Vivendo nos miolos das paredes.
De estima, independente. De amor, pendente. De mim, a vida.
Porque assim, de tantos homens, com tantos nomes, mulher de aço e pulmão alado.
Exuberante em dinastia, cega em melodia, ritmada pelas azas.
Encantada pelo mar e pela rede sem peixe. Vivendo nos miolos das paredes.
De estima, independente. De amor, pendente. De mim, a vida.
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
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Uma apoteose de poesia
Amor, quem diria
Tarde na manhã da folia
Reencontro da harmonia
Beijos, toque breve...
Sintonia.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
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Enfim sós
Feito em nós
Corpo em nó
Corpos em mói
Movimento, dentro
Eleitos e feitos
Dois, um, nós.
Inverso, em metros.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
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Depois disso, feitiço
Desperdício
Ficção, ação
Resignação
Proximidade, lealdade
Compaixão
Menosprezo, desespero
Contra-mão
Tudo isso, sem feitiço
Sinceridade, vontade
Vida, medo
Paixão.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
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É que eu tenho disso, de desejar demais as coisas...
Tenho essa coisa de me apegar rápido a alguém. Tenho esperanças bobas que meu conto de fadas vai acontecer semana que vem.
Mas também tenho desinteresse, desapego precoce, desânimo sem norte, vida cheia de gente, gente cheia de vida.
Tenho essa coisa de me apegar rápido a alguém. Tenho esperanças bobas que meu conto de fadas vai acontecer semana que vem.
Mas também tenho desinteresse, desapego precoce, desânimo sem norte, vida cheia de gente, gente cheia de vida.
Dias de ócio
criativo, dias de trabalho produtivo. E dias de café na cama, sem vontades e
sem fama.
Sou a Natalí das várias fases, dos desejos insaciáveis, de confusões
incontroláveis.
A paciência que me acompanha é estranha, é risonha, mas é real. Sobre o natural.
Já me defini em tantos pontos. Mas me perco, constantemente, em várias vírgulas. Ando vivendo as pausas, movimentando os espaços que conheço e reconheço.
A paciência que me acompanha é estranha, é risonha, mas é real. Sobre o natural.
Já me defini em tantos pontos. Mas me perco, constantemente, em várias vírgulas. Ando vivendo as pausas, movimentando os espaços que conheço e reconheço.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
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