Se fosse apenas lembrança seria comum, mais fácil... Mas faz parte de mim, é real.
Sou feita de lembrança, minhas partes, minha mente, canto por canto.
A memória falha mas nunca apaga.... Ta tudo guardadinho.
Hoje eu tenho amor dentro de mim - não que eu nunca tivesse antes -  mas agora é diferente, tenho um amor meu, amor por quem sou, por quem quero ser, pelo que faço com as pessoas.
Tenho mais motivos pra rir do que pra chorar, mas motivos pra continuar do que pra estacionar, mais motivos pra viver e acreditar na vida como o todo.
Quero paz, paz aqui perto de mim, dentro de mim.




Quero emoldurar minha alma desses 19 anos. Nos 20 emoldurarei o projeto de felicidade que esta sendo pensado. Talvez essa seja uma fase assim, fase. Fase da fase. Traços de saudade, traços de descoberta, amor, cor, som, luz, cheiro.
Meu meio justifica o meio e não meu fim, porque esse fim não existe. As coisas estão boas e prontas a todo tempo, mas cabe ao lamento querer fugir pra dar lugar ao que possa existir. 
Fecho os olhos e respiro, sinto, fico calma. Deixando pra lá tudo que acaba sendo tão nada. Essa tal de formação emassada, toda formulada, isso não serve pra mim. Mas serve, talvez, pra montar minha bula. Eu já tô cabreira e cabeluda.
Quero paz, nada de bens materiais. Amigos, copos com pouco gelo, risadas, cantos e encantos. Quero isso tudo! Mas também quero amor, fotografia sentida, família amiga e mais nada. 




Em estado de carência não posso ficar sozinha, é perigoso demais. As lembranças sentem e vem tirar minha paz.  Parece ser nada demais, mas o passado me atrai. E começo a lutar pra que seja tarde demais, pra viver o que ta aqui, pra viver a cura no cais, dos tais. 
Bombardeio de emoções, de sentimentos que parecem vans, mas não são.

Há tanta coisa escondida que precisa ser sentida. Há tanto de mim por ai, tantos retratos na gaveta, tantos textos soltos, não lidos, escondidos. Fico deixando pra trás, evitando, negando e confundindo os sentidos ainda mais.
Inesperadamente, ou inexplicavelmente, surge o encanto. E no meio de tanto pranto eu encontro a paz. Mas não é paz, só paz é pouco, é algo mais... É vida sentida, detalhada num ninho. Com rítmo, com doses extremas e incertas demais.
Muita coisa estar por vir, não sei de mim nem de ti. Só sei que estamos aqui. E ando querendo que essa história não tenha fim. Não sei o depois, absorvo essa vontade louca e espero. Prefiro viver assim. 



 Deixa eu me esconder ai, nesse teu sentido progressivo. 
Agora eu quero alegria, fantasia... Liberté.
O que sobrou do que nos uniu foi a chuva, e ela está aqui me fazendo companhia agora.
Ontem a gente fez poesia sem saber, mas deu pra sentir. E enquanto você cantava ai, me tocava aqui.  
Com um segredo e de tal jeito que me fez sorrir. Tudo tão subtendido, engraçado, telepático... Fantástico.
Me assusto, confesso. Mas deixo quieto e deixo aberto pra tudo que vier de ti pode entrar.



Quando criança eu observava as pessoas, sempre me achei estranha, pensava em coisas que me pareciam loucas. Hoje cresci e penso igual. As vezes tudo é normal e de uma hora pra outra tudo é estranho, surreal. Não me julgo normal, nem anormal. É questão de ser, e eu sou, apenas. Mas não sei o que. Essa oscilação nunca vai mudar, essa constante será eternamente parte da minha vida. Milhares de caminhos pra percorrer e muitas paradas pra fazer, estou aqui sem sair do lugar! E agora a questão não é ser, é estar! Estou curta, breve, leve.
Gosto de observar, amo observar. Gosto de ser consumida, detalhada. Dentro de mim sou uma mulher, sou independente. No espelho sou apenas um ser que não sabe o que quer. Na realidade, uma interrogação, reticências, exclamação.
Hoje é tempo de analisar, lembrar de toda minha infância. Comparar os traços e ver que os desejos que tive não são tão diferentes dos que tenho. Devo seguir os meus conselhos, os meus conceitos. Embora estranha, me sinto mais feliz. Sem medo de me lançar no vazio, tendo coragem suficiente pra arriscar o novo, o desconhecido.



Solta

A saudade se confunde com as vontades e nesse vazio eu me perco, outra vez.
Não é bem isso que quero falar. Como na maioria das vezes, a palavra me conforta e depois sai correndo.
Um incenso, um café frio,  um sono sombrio, uma carência com frio. Uma sala vazia e sem companhia, nem de noite nem de dia.
Foi isso que eu quis? O que foi que eu fiz?
Prefiro acreditar que ainda há tempo e ainda há muita água no mar.
Muita coisa ainda precisa sair de mim, e muita coisa precisa entrar, se encaixar. Os pensamentos e as idéias andam soltas demais. As vontades falam mais. A sede pede mais. E meu corpo cala, sente.
Voaria agora se pudesse, e observaria tudo, todos. Sentiria o frio, sentiria sono, acordaria! Tudo não passaria de sonho!
Não sei a quem peço ajuda, pareço louca, ando solta. Falo sem armas, falo da alma e com a alma. Falo até calada. Com os olhos. Na calma.
Viajarei agora, o silêncio já estar aqui. Abriu a porta! Fim.



Afastar-se e aproximar-se
Vontades e impossibilidades
Sonhos e muita realidade
Novamente, vontade. E possibilidade
Borboletas voando em um estômago vazio
Arrepios, romances, fetiches... E ponto.
Pessoas, sentimentos, sentidos.
Eu sei, eles não gostariam de estar no mesmo lugar.
Mas estão. Dentro de mim.



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